inícionoticiasAFC reúne 12 mil pessoas em Manaus e consagra amazonenses

14/09/2011

AFC reúne 12 mil pessoas em Manaus e consagra amazonenses

A paixão do amazonense por MMA se confirma a cada novo evento no Estado. Nesta quarta-feira, aproximadamente12 mil pessoas lotaram a Arena Amadeu Teixeira, em Manaus, para prestigiar a primeira edição do Amazon Forest Combat, evento que reuniu feras da modalidade e marcou a despedida dos ringues de Royler Gracie, grande ídolo do esporte. Atletas amazonenses, como o manacapuruense Ronys Torres, se consagraram em vitórias expressivas.

A luta de número de oito era uma das mais aguardadas do evento. O lutador de Manacapuru, Ronys Torres, entrou ao som do levantador de toadas David Assayag para enfrentar Drew Fickett. O americano deu problemas à organização do AFC. Não bateu o peso e por pouco não foi tirado do card principal. Chegou a dizer que a balança estava quebrada.

Sem ter nada a ver com isso, Torres, que também já lutou no UFC, onde não foi bem, partiu pra cima. De forma agressiva, iniciou com um low kick e acertou vários jabs que levaram o americano à lona. Com o adversário no chão, o amazonense tratorizou o rival e o apagou em um minuto. A festa estava pronta. O corner de Torres invadiu o octógono e abraçado à bandeira do Amazonas, o lutador de Manacapuru agradeceu à plateia que gritava o nome dele.

O americano sequer ficou para o anúncio do resultado.

O evento principal ficou por conta de Royler Gracie. Na despedida de sua carreira, ele enfrentou o japonês Masakatsu Ueda. Aos 45 anos, entrou com o irmão Royce Gracie e foi muito aplaudido pelo público amazonense, que chegou a gritar o nome dele e pedir luta no chão.

Ueda parecia estar mais tenso que Royler, e o respeitou muito no início. Com o passar dos minutos foi soltando o jogo e chegou a encarar de igual pra igual a luta no solo com um dos maiores mestres deste tipo de estrategia. Apreensivo, o público presenciou uma luta parelha nos cinco primeiros minutos, mas com golpes mais efetivos do japonês.

Royler voltou mais cansado para o segundo round. Por várias vezes abaixou a guarda e recuou tentando buscar mais oxigênio. A idade pesou mais na parte final do assalto. Em luta no solo, o japonês conseguiu se erguer e aplicou vários diretos no rosto do brasileiro, que por pouco não vai à nocaute.

Os últimos cinco minutos foram iniciados com o público gritando o nome de Royler. A exemplo dos outros rounds, o japonês conseguiu ser mais efetivo. O brasileiro sequer desferiu golpes que afetassem a base de Ueda, mas no final jogou o adversário na lona. Quando ia desferir um golpe o gongo soou.

Royler acabou perdendo por pontos, mas a derrota não mancha a carreira de um dos maiores mestres do jiu jitsu que o Brasil já teve